Caldinho de feijão

Caldinho de feijão

Vai chegando o inverno, os dias tornando-se mais curtos, mãos e pés doloridos de frio, sensação de que o calor nunca vai voltar.

É quando nos recolhemos ao abrigo de nossos lares, buscamos o aconchego dos familiares e o calor de uma comida quente e reconfortante.

Por tudo isso um caldinho de feijão é uma excelente opção para o inverno. É algo rápido e muito fácil de fazer, que aproveita bem as sobras de outras refeições.

No liquidificador, aproveito o que sobrou do feijão e acrescento o mesmo volume de água. Pode ser o feijão comum ou até mesmo um restinho de feijoada. Todos ficam igualmente bons.

Bato tudo e transfiro para uma caneca.

Acrescento um toque de pimenta e uma dose generosa de cachaça e deixo cozinhando em fogo baixo até engrossar o caldo.

Coloco algumas fatias de bacon no microondas por dois minutos. Quando esfriam trituro com as mãos.

Sirvo o caldo numa caneca salpicado de bacon e salsinha, acompanhado de croutons e uma saborosa cachaça Caribé.

Tem quem goste do frio. Até pelas comidinhas de inverno.

Mas para mim o caldinho de feijão só aumenta a saudade do verão.

Filé Tatiara ao bacon

Filé Tatiara

Domingo a noite, com vontade de comer algo diferente.

Depois de um delicioso strogonoff no almoço, fica um pouco mais difícil encontrar alguma coisa diferente para fazer. Mas sobrou meia peça de mignon e nenhuma inspiração.

Lembro que tenho várias receitas de uma edição do Festival Comida di Buteco e, resolvido e dar um destino àquele pedaço de filé, vou em busca de inspiração.

Pelo índice, vou direto à página que fala das receitas com filé, poucas, e entre elas essa tal de Tatiara.  Seria nome de uma índia, de um bar tradicional, de um peixe ?

Nenhuma referência nos ingredientes.

Descubro depois que Tatiara é nome feminino de origem latina. Também é o nome de um boteco em Belo Horizonte que pode ter participado de alguma edição daquele Festival.

Dou uma olhada na receita de filé ao bacon também, gosto de alguns detalhes, mas a ideia de assar por 50 minutos desanima.

Então junto tudo e parto para o sacrifício.

Fatio e tempero os filés, acrescentando o detalhe da água de azeitona para inserir um toque de acidez ao sabor.

Na chapa de ferro grelho as fatias de bacon, depois os filés e finalmente grossas rodelas de cebola.

Monto em uma refratária, na mesma ordem, terminando com uma camada de requeijão light, fatias de mussarela e uma salpicada de ervas.

Mando para o forno pré-aquecido por 5 minutos e depois no grill até dourar.

Enquanto espero ficar como mostra a foto, faço uma preliminar em companhia do caetano para enfrentar a deliciosa refrega.

 

Calabresa acebolada

Calabresa acebolada

Talvez essa seja minha primeira e mais tradicional receita.

Ela é inspirada no cardápio do saudoso Bar do Baiano – O Rei das Batidas que tantas vezes frequentei em minha saudosa cidade natal: Londrina.

O bar, com suas mesinhas de fórmica e banquinhos, ficava nos fundos de um posto de gasolina no entroncamento das Avenidas J.K., Tirandentes, Rio Branco e Rua Quintino Bocaiúva.

O dono do posto era meu amigo e, supremo sacrilégio, pediu o ponto de volta obrigando o Baiano a mudar de endereço. Primeiro na rua Maringá, depois na Av. Higienópolis. A qualidade e o atendimento continuaram os mesmos, mas a aura de magia que envolvia aquele lugar rústico e despojado se perdeu para sempre.

O Baiano, que na verdade é um japonês bonachão e ferrenho corinthiano, tinha um cardápio com os mais tradicionais pratos da culinária de botequim.

Tinha o bolinho de bacalhau (com bacalhau de verdade), o charque acebolado, o filé ao molho, e vários outros pratos sempre acompanhados de batidinhas de frutas que faziam a alegria das mulheres e GELAAAADAS Antarcticas faixa azul como não se encontram mais.

Foi de lá de carreguei com saudades essa receita de linguiça calabresa acebolada que sempre fiz questão de acompanhar com fatias de pão francês, molho de pimenta e cervejas (no plural).

Para o preparo, uso calabresas daquelas embaladas a vácuo que se encontram na seção de embutidos no supermercado.

Removo a pele e fatio em rodelas não muito grossas.

Numa frigideira grande refogo, com pouco azeite, bacon e alho. Acrescento a linguiça. Particularmente não acrescento óleo pois a calabresa solta muito óleo sendo necessário, às vezes, retirar o excesso. Também não acrescento sal pois embutidos são ricos em sódio.

Quando fritas, acrescento uma cebola média cortada em meia lua, um tomate picado, lascas de cenoura, cheiro verde e uma dose de molho de soja (shoyo).

Pode-se comer o petisco com fatias de pão como suporte, palitinhos ou até no prato. Seja como for, é de se lamber dos dedos…

Misturê de lombinho

misturê_de_lombinho

Finalmente, depois de muito tempo, suor e sofrimento, descobri para que serve academia.

Academia serve para nos fazer chegar em casa com muita sede… (cerveja gelada!) e fome (o que vier a gente traça!).

Mas por sorte a cerveja estava acondicionada em refrescantes  latinhas de bohemia, não aquelas produzidas em Lages/SC que são aguadas e sem sabor, mas daquelas que vem de Jaguariúna/SP.

Com a sede sob controle, resta combater a fome. Nessas horas em que a natureza pede proteína e calorias, nada melhor que um delicioso Misturê de Restô, ou seja, juntar tudo que encontrar pela frente e fazer um delicioso prato quente.

E o ingrediente principal que estava à mão era um pedaço de lombo assado que foi providencialmente desfiado.

Depois foi só dourar bacon, alho e finas pétalas de cebola  no azeite, acrescentar uma colher de manteiga e a carne desfiada.

Depois um pimentão americano e um tomate cortados em tirinhas e um salpicado de ervas desidratadas.

Para finalizar alguns cubos de queijo gorgonzola e meia dose de cachaça, flambados para fazer o queijo ceder.

Então, restou-me servir com fatias de pão e mais uma bohemia, que fazer isso deu uma sede …

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