Abobrinha recheada

Abobrinha recheada

Bateu a fome acompanhada da vontade de degustar algo leve e diferente.

De pronto minha esposa se recorda de uma receita que viu de relance na TV e que lhe deixou com água na boca. Um clássico reciclado com muita leveza e sabor.

Esta delícia eu não preparei, mas acompanhei embevecido e ansioso por degustar e compartilhar a receita.

Batatas recheadas são saborosas, e de tantas possibilidades já viraram franquia de sucesso. Mas encontrar batatas que realmente se prestem a ser assadas já é um pouco mais complicado. Tem que ter tamanho e textura adequadas.

Por serem calóricas e ricas em amido também são evitadas por quem vive em guerra com a balança.

Em seu lugar, então, entra a abobrinha. Mais leve, menos calórica, saborosa é também rica em vitaminas. A abobrinha é um fruto ainda pouco explorado na culinária. Uma pesquisa rápida mostra oito vezes mais receitas com batatas, muitas delas poderiam ser substituídas por algum tipo de abóbora.

Também é mais rápida no preparo podendo ser usada diretamente, não necessitando de cozimento prévio.

E assim, as abobrinhas foram lavadas e cortadas ao meio e o miolo foi escavado e, apenas neste caso, descartado.

Para o recheio, picadinho de frango refogado com alho, cebola, cenoura ralada, tomate picado, cheiro verde e temperos diversos.

Depois de montadas receberam uma generosa camada de molho bechamel salpicado com queijo e foram ao forno para gratinar.

Simples, rápido, prático, leve e com gostinho de quero mais.

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Sweet midnight

Às vezes me arrisco. Talvez desnecessariamente, mas o risco compensa.

Minha querida esposa chega da aula, cansada e sem fome, mas com aquele desejo típico de quem está com vontade de comer um docinho.

Para sua tristeza, nenhum disponível no armário ou na geladeira.

Enquanto ela se prepara para descansar, disfarço e faço um inventário do que poderia usar para fazer uma guloseima de última hora.

Uma bola de sorvete de creme, uma barra de chocolate meio amargo e flocos de milho sem açúcar. Também encontro avelãs cruas em lascas.

Quebro a barra de chocolate e ponho a derreter no microondas. São 15 segundos, uma mexida, mais 15, mexo novamente e acrescento uma colher de sopa de kirsch (licor de cereja negra típica da Alemanha). Mais dez segundos e acrescento um pouco de creme de leite misturando tudo até obter uma consistência lisa e cremosa.

Numa frigideira derramo um pouco de lascas de avelã e deixo tostando.

Deposito a bola de sorvete num prato, acrescento os flocos de milho, derramo o chocolate aleatoriamente, coloco as avelãs tostadas e finalizo polvilhando açúcar de baunilha.

Quando chego com o prato ela já está deitada, mas o olhar não disfarçou a satisfação de ter um quitute para degustar antes de descansar de um longo e cansativo dia.

De brincadeira, resolvo batizar o acepipe de Sweet Midnight, numa alusão ao horário em que foi servido. Quando pergunto o que ela acha do nome ela diz que está bom, mas que poderia se chamar simplesmente mata-lombriga.

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