Salmão ao pesto

Antes que acabe a quaresma é preciso aproveitar para saciar o apetite de pratos a base de peixe.

Acontece que nesta época a oferta de frutos do mar aumenta e mesmo com a maior procura os preços caem um pouco.

Então, aproveitando esta convergência de influências, mais uma vez o prato está posto à base de salmão ao molho pesto.

O peixe foi temperado com alho desidratado, sal, pimenta, limão e vinho branco.

Depois de descansado foi levado à grelha com manteiga e azeite até chegar ao ponto.

O pesto é um molho à base de manjericão, castanhas, parmesão e azeite. É facilmente encontrado pronto mas pode ser feito em casa também. É forte e deve ser usado com moderação para não saturar.

No meu caso uso o molho pronto, mas enriqueço com outros ingredientes.

Em azeite, dourei alho picado e cebolas em pétalas. Acrescentei um pouco de alcaparras para substituir o sal, champignons em metades e finalmente duas colheres de sopa de pesto.

Desliguei o fogo e acrescentei mais azeite misturando bem.

O molho foi levado à mesa a parte para que cada um se servisse como desejado.

Depois, foi só degustar acompanhado de um vinho branco bem gelado.

Ai,ai, ai! Nem acabou e já estou começando a sentir saudades desta fartura de pescados.

Peixe ao molho

Depois do sucesso da receita de frango ao molho Ana Maria, fui “convidado” a repetir a receita desta vez usando peixe.

A ideia pareceu tão boa que não resisti e já estou com ela aqui para demonstrar.

Utilizei um quilo de filés de tilápia, escorridos e secados para não gerar muito líquido, devidamente temperados com limão, sal e pimenta dedo de moça.

O molho foi basicamente o mesmo da receita de frango, requeijão, leite de coco e creme de leite. Troquei o vinho por uma dose de cachaça branca e a mostarda deu lugar à noz moscada.

Errar é humano. O peixe já estava começando a dourar quando o telefone tocou. Desliguei o fogo e deixei a travessa no forno enquanto atendia a ligação. Resultado, o molho secou um pouco além e o cheiro verde que deveria se integrar ao molho e ao queijo ralado acabou sobrando.

Que “pena” agora vou ter que repetir esta delícia.

Servi com arroz branco e salada verde de almeirão e não sobrou.

Cação ao creme de gergelim

Cação ao creme de gergelim

Enquanto o preço da carne vermelha ainda está nas alturas, aproveito para me refestelar de receita a base de peixes.

Cação é um peixe que prefiro comer fresco, na praia. Os congelados em geral tem uma textura menos tenra e se prestam melhor a cozidos e ensopados.

Mas é um dos últimos finais de semana de sol e calor que poderei testemunhar nessas (para mim) gélidas e ventosas paragens do sul.

Então vamos aos cação grelhado ao creme de gergelim

O Grelhado

Usei algumas peças de lombo de cação sem pele, congelados premium da marca Frescatto.

Uma vez descongelados em água fria, marinei o peixe em limão com sal e pimenta durante meia hora.

Depois, coloquei numa grelha sobre uma assadeira e deixei outra meia hora sob o sol para que ele perdesse um pouco de umidade. Pude fazê-lo pois o sol ainda não estava muito forte. Faço isso para obter firmeza na carne. Algumas vezes utilizo o forno, mas o resultado não é tão bom.

Cortei em filés grossos, ajustei o sal e levei para grelhar em chapa de ferro com azeite e manteiga.

O Creme

A base do creme foi um daqueles pacotes de creme de cebola que se compra no supermercado. Preparei seguindo a receita da embalagem, mas com a metade da água recomendada.

À parte, tostei gergelim numa frigideira e reservei.

No mesmo utensílio dourei alho e cebola no azeite com manteiga e acrescentei o gergelim tostado.

Derramei sobre a fritura o creme anteriormente preparado, acrescentei duas colheres de creme de leite e salpiquei cheiro verde.

Hummmm

Servi o peixe grelhado já coberto pelo molho.

E para acompanhar, uma salada mista e um vinho branco gelado. Tudo muito refrescante.

Cação ao creme de gergelim - detalhe

Escondidinho de bacalhau

Escondidinho de bacalhau

Conspiração pode ser uma trama urgida por alguma organização secreta, mas pode também ser definida como a convergência de vários eventos para um mesmo fim.

Então foi uma conspiração que culminou nesse escandaloso escondidinho de bacalhau.

Os fatos que me fizeram chegar a essa conclusão? Ei-los:

O preço da carne vermelha sobe tornando atraente, senão competitivo, o preço do bacalhau.

Vou ao supermercado comprar carne e, ainda chocado com os preços, a atendente da seção de peixes passa com um carrinho repletos de bandejinhas de bacalhau grossos, tenros, bonitos e apetitosos. Rendido, comprei.

Visito um amigo para jogar conversa fora e bebericar umas cachaças e sou bombardeado por uma receita maaaraaavilhooosaaaa de bacalhau com batatas e molho bechamel que, de pronto, fico tentado a repetir.

Coloco o bacalhau para dessalgar na geladeira.

Minha esposa chega em casa contando de uma amiga que foi viajar com o marido, convite da empresa, passeio daqui-dali, blá-blá, jantar de fim-de-ano, escondidinho de bacalhau!

Pronto, resolvo fazer o prato e é aquela fartura. Fartura de noz-moscada, fartura de farinha de trigo, fartura de leite.

Sobram os demais ingredientes e a inevitabilidade está posta: escondidinho.

O vinho branco já está gelando. Um Santa Helena Reservado Chardonnay 2009. Descasco as batatas, pico e cozinho em vapor.

O bacalhau já dessalgado, coloco para ferver por quinze minutos em panela de pressão.

Abro o vinho e deixo respirando.

As batatas, já cozidas, amasso até virar uma pasta. Acrescento meio pote de requeijão e creme de leite até o ponto ideal de uma massa lisa de purê.

Numa frigideira refogo levemente em azeite um pouco de alho, cebola, filetes de cenoura. Acrescento o bacalhau já desfiado e misturo bem.

Numa assadeira untada com azeite debruço o bacalhau, cubro com o purê de batatas e termino com uma camada de fatias de queijo mussarela e parmesão ralado grosso. Por último, folhas de manjericão roxo.

Enquanto aprecio o vinho, levo ao forno preaquecido em temperatura média por uns quinze minutos e encerro com o grill elétrico para criar uma aparência gratinada.

Escondidinho de bacalhau

Era para ser um prato para o almoço e uma boquinha no fim da noite, mas gula é pecado aos mortais. Aos que provam uma iguaria divina, os deuses abençoam.

Abençoado seja também seu ano de 2011. Mesa farta, saúde, alegria e amigos para compartilhar.

Salmão ao creme de laranja

Salmão ao creme de laranja

Prato comemorativo para celebrar o início das férias (até que enfim!!!) das crianças, bem entendido.

Passaram de ano, boas notas, vou poder acordar um pouquinho mais tarde, sem correria na hora do almoço.

Mas  depois de um ano atarefado, o início das férias escolares coincide com aquele momento em que começamos a esquecer  coisas (contas, datas de aniversários) e a não ouvir direito (como quando a mulher começa a falar de novas contas para substituir as velhas).

Então nada melhor que uma injeção na veia de proteína, ômega 3 e vitamina C, tudo isso com nome chique – Salmão com Creme de Laranja.

Piada, claro. Mas que os ingredientes tinham tudo isso, tinham.

O peixe é um bom e grosso filé de salmão com pele temperado com sal, pimenta do reino e alecrim.

Enquanto marinava em suco de uma laranja, por quase uma hora, aproveitei para picar tomate, cenoura, pepino japonês (tem outro nome para isso?) alface roxa e cheiro verde para fazer uma refrescante salada.

Cortei os  filés em porções individuais e grelhei na chapa de ferro até chegarem ao ponto. Detalhe, a pele dos filés descola completamente quando eles estão prontos.

Ao mesmo tempo dissolvi um pacote de creme de cebola, desses que se compra em saquinhos, e dissolvi em um litro de suco de laranja não coado.

Numa panela refoguei alho e cebola no azeite, acrescentei umas poucas alcaparras e finalizei com o creme de cebola. Deixei ferver até que a mistura começou a engrossar (uns 5 minutos). Ao final, um cheirinho verde para colorir.

O peixe pronto foi só servir, brindar e comemorar até a última taça do último vinho tinto do ano, pois agora a temporada é dos brancos.

Peixe ao pesto

Pango ao pesto

Para quem acompanha Fórmula 1, esse dia 14 de novembro guarda sentimentos conflitantes. Termina a temporada e portanto serão três meses sem corridas. Mas depois de uma temporada disputada que foi coroada por uma vitória do esporte sobre a cartolagem, temos muitos motivos para comemorar.

Acordei cedo para assistir à decisão do vôlei feminino, e já coloquei um quilo de peixe para degelar. Um quilo de grossos filés de cação.

O jogo acaba  mal, mas a receita para o almoço segue bem.

A largada para a corrida começa com os filés já temperados com sal, pimenta e limão e posso relaxar e torcer contra Alonso.

Com o acidente de Schumacher, as primeiras paradas de boxe e o desempenho de geral deixando o piloto da ferrari longe do título posso me concentrar em fazer o almoço.

Coloco o peixe no forno médio e preparo o arroz branco.

A salada é obra da patroa que, a essa hora já torce comigo pelo que parecia uma improvável vitória da esportividade.

Em gratidão ao carinho demonstrado preparo uma caipirinha de caju para bebermos juntos.

Em uma frigideira douro o alho no azeite com manteiga, acrescento alcaparras, champignon e uma colher de sopa de pesto.

Derramo este molho quente sobre o peixe, assado e arrumado numa travessa.

Peixe ao pesto no prato

Com a bandeirada final marcando a vitória do mais jovem piloto da história,  salpico cheiro verde sobre o prato e sirvo.

Posso comemorar tranquilo degustando o peixe, a caipirinha e a companhia.

Salmão à moda de Anália

Salmão à moda Anália

Sábado: Vou ao supermercado para comprar coisinhas para a semana.

Mas meu pensamento está obliterado, o que fazer para o almoço de domingo?

Tenho um belo filezão de salmão no congelador.  Comprado por impulso na semana passada, estou ansioso e angustiado para fazê-lo, mas me falta a inspiração.

Casualmente me encontro com a boa amiga Anália; seja em opiniões ou receitas, sempre uma fonte de inspiração; comprando …
salmão!

E ela sentencia:

DEPOIS de remover aquela parte mais escura no dorso do filé, coloque no forno coberto com papel alumínio, regado a pimenta, sal, alcaparras e manteiga.

Mas, teimoso que sou, acrescento boa dose de azeite, alguns dentes de alho e um ramo de alecrim que, para mim, é a alma do tempero de peixes.

Trinta minutos depois, que meu forno é lento, agradávelmente passados com pedacinhos de queijo grana acompanhado de uma cachaça Januária, removo o alumínio, cubro o peixe com um pote de requeijão cremoso salpicado de tempero para vinagrete e um pouco de parmesão e retorno ao fogo para mais dez minutos.

Enquanto isso, preparo uma salada básica de alface com tomate e cenoura ralada.

Também aproveitei o arroz de véspera. Foi só refogar na manteiga uma porção de castanhas, de cajú, do pará e um pouco de gergelim acrescentando o arroz e cheiro verde ao final.

O salmão, já gratinado, pois deu tempo de ligar a grelha por cinco minutos, foi servido e sorvido com sofregidão.

Acompanhado de um Cabernet Elementos Argentino, ficou sublime.

Salmão à moda Anália

As boas lembranças foram para a amiga que forneceu a receita e compartilhou a receita à distância.

Ah, como ficou bom!

O sofrimento ficou para minha pequena poodle. Só sobrou o cheirinho para saciar seu paladar.

Entradas Mais Antigas Anteriores Próxima Entradas mais recentes

%d blogueiros gostam disto: