Curiosa contradição

Arroz com nozes

No mesmo sábado, 12 de março, em que o caderno Opinião apresenta um texto do jornalista Clóvis de Almeida Godoy intitulado No mundo digital somos todos piratas, o Jornal O Paraná em pleno desrespeito ao direito autoral estampa uma fotografia de minha autoria, extraída do post Arroz com Nozes deste blog Restô d’Ontê sem autorização expressa e sem devida citação dos créditos.

O que poderia ser considerado uma homenagem ou ao menos referência torna-se flagrante desrespeito.

Isso porque o “profissional” responsável pelo caderno Oeste Rural, avançando para o campo delituoso, seu-se ao trabalho de editar a referida fotografia para remover desta a marca d’água que identifica a autoria.

Portanto, não há que se falar em descuido ou acidente. É desrespeito mesmo. É crime.

Basta comparar a foto original com a imagem scaneada daquela edição para verificar o flagrante desrespeito.

Na condição de veículo de comunicação jornalística, aquele Jornal não poderia permitir que, em flagrante desrespeito ao direito autoral e em detrimento da ética jornalística (vide at. 7º, inciso VIII do Código de ética dos jornalistas brasileiros) fosse utilizada uma imagem sem autorização expressa (quando possível) e (no mínimo) citação da fonte.

Acreditei, ingenuamente, que o citado código de ética, desrespeitado também em seu artigo 12, inciso V, seria ao menos restaurado no cumprimento ao inciso VI do mesmo artigo e que se refere à retratação do erro.

Mas que, nenhuma linha, nenhuma errata, nem telefonema privado pedindo desculpas pela humilhação.

No passado, contribui com aquele mesmo jornal fornecendo fotografias e textos, sempre devidamente citados. De modo que só posso acreditar que se trate de um ato isolado que, espero, não deverá se repetir.

É certo que na internet tudo é público e comum. Para isso criaram-se as licenças Creative Commons que preconizam o livre uso, desde que citada a fonte.

O sentimento que me aflige foi muito bem descrito pelo jornalista Clóvis de Almeida em seu artigo: “O produto de nosso trabalho é como um filho e quando nos tiram, dói a essência, dói na alma. É parte de nós surrupiada sem dó.”

É o que espero e desejo, o reconhecimento pelo amor, carinho e dedicação que aqui empenho.

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