Carré assado ao molho de abacaxi

Carré assado ao molho de abacaxi

Nesta época o abacaxi, embora não esteja muito barato, é encontrado com melhor qualidade que em outras estações do ano.

Bom para acrescentá-lo em nossas receitas como ingrediente de sabor e textura.

Essa receita foi preparada tendo como principal elemento uma bela peça de carré suíno sem filé. O carré é nada menos que o lombo com osso e nada mais do que nossa conhecida bistequinha de porco antes de ser fatiada.

Esta carne suculenta foi temperada de véspera e marinou em vinho branco.

Levada para assar com os ossos para baixo em forma refratária recoberta de papel alumínio, assim ficou até estar completamente assada. Guarneci a carne com batatas inteiras brevemente cozidas em vapor e deixei no forno para dourar.

Enquanto a carne estava no forno, literalmente descasquei o abacaxi. Reservei o caldo que naturalmente escorre e adicionei a ele uma xícara de vinho branco.

Para o molho, dourei alho no azeite, acrescentei manteiga e refoquei pequenos pedaços de abacaxi. Como o abacaxi não estava muito doce, adicionei uma colher rasa de sobremesa de açúcar. Também polvilhei com um pouco de pimenta calabresa e sal. Finalmente acrescentei o caldo reservado e deixei cozinhar até ferver.

Derramei o caldo sobre a carne já dourada e deixei no forno enquanto preparava uma salada verde.

Foi o que bastou, a carne com seu molho, batatas assadas e regadas no azeite, salada e uma outra garrafa de vinho pois aquela “evaporou” enquanto preparava a refeição.

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Penne à carbonara

Penne a carbonara

Refeição apropriada para quem acorda tarde e está com preguiça de cozinhar, uma massa é sempre uma boa pedida. Melhor ainda quando devidamente adaptada a uma geladeira desfalcada.

A massa que eu tinha à disposição era penne, mas podia ser qualquer outra que o resultado seria satisfatório, embora seja uma receita que combine melhor com massas curtas.

A característica principal dessa receita está na combinação de toucinho, ovos e creme de leite (ou nata).

Nesta adaptação, a alma foram duas linguiças toscana cruas que sobraram de um churrasco combinadas com ovos.

Enquanto fervia a água e cozinhava o macarrão, dourei bacon no azeite com manteiga. Acrescentei alho, cebola, desmembrei as linguiças e fritei.

Por fim adicionei dois ovos mexidos, sal, pimenta, salsinha picada, folhas de manjericão fresco e o macarrão devidamente cozido e escorrido.

O pecado foi a ausência de algumas colheres de creme de leite para conferir aquela textura cremosa característica do molho carbonara.

Particularmente acho que ficou tão saboroso quanto, menos calórico e mais fácil de atender a paladares variados.

Salpicado com parmesão ralado, o que era para ser uma gororoba de domingo borrachudo virou uma deliciosa homenagem à culinária italiana.

Arroz com nozes

Arroz com nozes

Como indiquei no post anterior, preparei como guarnição para o filé ao molho de mostarda um arroz com nozes que tenho repetido ao longo dos anos, sempre com sucesso.

É verdade que o nome não faz muita justiça aos ingredientes pois não são apenas nozes que acrescento ao arroz, mas uma combinação variada de sementes oleoginosas.

Desta feita utilizei avelãs, amêndoas, castanha de cajú, castanha do pará, amendoim e nozes. Macadâmia seria um valioso acréscimo, mas não encontrei  para comprar.

A medida é aproximadamente a mesma de arroz, ou seja, para cada xícara de arroz crú a mesma medida de nozes.

É interessante acrescentar amendoim, mas é bom não exagerar.

Para acrescentar textura, acrescentei damascos em lascas reidratadas em vinho branco. Uma boa alternativa seriam passas brancas.

O preparo é simples.

Primeiro cozinhei o arroz branco como sempre. Deixei esfriar para que os grãos ficassem firmes.

Numa frigideira aqueci azeite e manteiga, refoguei alho e cebola picados, acrescentei as nozes e o damasco com o vinho que ainda restava e deixei cozinhar um pouco.

Arroz com nozes - detalhe

Finalmente foi só acrescentar o arroz, salsinha picada, misturar bem e servir.

Prato fácil de fazer mas com um sabor todo especial e que acrescenta sofisticação a qualquer mesa.

Filé ao molho de mostarda

Filé ao molho de mostarda

Por mais que as datas e o próprio tempo sejam uma convenção humana, elas são revestidas de significados dos quais não conseguimos escapar.

O Ano Novo é talvez um dos mais curiosos. Afinal, a diferença que existe entre a noite do dia 31 de dezembro e todas as outras noites do ano está tão somente em nossas mentes e nas convenções que criamos.

Mesmo assim, mentalizamos todos os nossos melhores pensamentos naquele instante com a esperança de que o futuro nos alcance com seus melhores momentos e nos permita grandes realizações.

Com esse propósito, uma das coisas que nos esmeramos em fazer é a ceia de ano-novo.

Como a receita do Natal tinha ficado a cargo de minha mãe, tomei a responsabilidade de preparar a última refeição do ano.

Preferi pratos fáceis de preparar que atendem a paladares variados, mas de sabores complexos.

Assim, decidi pelo filé ao molho de mostarda que já havia citada brevemente num post anterior, acompanhado de um arroz com nozes que detalharei posteriormente e uma salada mista.

A peça de filé mignon bem limpo foi temperada com sal, pimenta do reino e meia taça de vinho tinto.

Numa assadeira untada com azeite coloquei grossas rodelas de cebola e depositei ali o filé cobrindo-o com fatias de bacon. Levei ao forno médio, coberto com papel alumínio até dourar. Isso garante que a carne asse por completo sem ressecar.

Para o molho, refoguei na manteiga alguns dentes de alho e a cebola que servira de base ao filé assado. Depois acrescentei champignon, uma taça de vinho branco e aproximadamente 150 ml de mostarda amarela que deixei reduzir em fogo baixo.

Filé ao molho de mostarda - detalhe

Depois foi só acrescentar cheiro verde para dar um contraste e guarnecer o filé.

Terminar o ano comendo assim foi a melhor maneira de homenagear um bom ano que se foi e saudar um novo com a esperança renovada de muita paz e saúde.

Escondidinho de bacalhau

Escondidinho de bacalhau

Conspiração pode ser uma trama urgida por alguma organização secreta, mas pode também ser definida como a convergência de vários eventos para um mesmo fim.

Então foi uma conspiração que culminou nesse escandaloso escondidinho de bacalhau.

Os fatos que me fizeram chegar a essa conclusão? Ei-los:

O preço da carne vermelha sobe tornando atraente, senão competitivo, o preço do bacalhau.

Vou ao supermercado comprar carne e, ainda chocado com os preços, a atendente da seção de peixes passa com um carrinho repletos de bandejinhas de bacalhau grossos, tenros, bonitos e apetitosos. Rendido, comprei.

Visito um amigo para jogar conversa fora e bebericar umas cachaças e sou bombardeado por uma receita maaaraaavilhooosaaaa de bacalhau com batatas e molho bechamel que, de pronto, fico tentado a repetir.

Coloco o bacalhau para dessalgar na geladeira.

Minha esposa chega em casa contando de uma amiga que foi viajar com o marido, convite da empresa, passeio daqui-dali, blá-blá, jantar de fim-de-ano, escondidinho de bacalhau!

Pronto, resolvo fazer o prato e é aquela fartura. Fartura de noz-moscada, fartura de farinha de trigo, fartura de leite.

Sobram os demais ingredientes e a inevitabilidade está posta: escondidinho.

O vinho branco já está gelando. Um Santa Helena Reservado Chardonnay 2009. Descasco as batatas, pico e cozinho em vapor.

O bacalhau já dessalgado, coloco para ferver por quinze minutos em panela de pressão.

Abro o vinho e deixo respirando.

As batatas, já cozidas, amasso até virar uma pasta. Acrescento meio pote de requeijão e creme de leite até o ponto ideal de uma massa lisa de purê.

Numa frigideira refogo levemente em azeite um pouco de alho, cebola, filetes de cenoura. Acrescento o bacalhau já desfiado e misturo bem.

Numa assadeira untada com azeite debruço o bacalhau, cubro com o purê de batatas e termino com uma camada de fatias de queijo mussarela e parmesão ralado grosso. Por último, folhas de manjericão roxo.

Enquanto aprecio o vinho, levo ao forno preaquecido em temperatura média por uns quinze minutos e encerro com o grill elétrico para criar uma aparência gratinada.

Escondidinho de bacalhau

Era para ser um prato para o almoço e uma boquinha no fim da noite, mas gula é pecado aos mortais. Aos que provam uma iguaria divina, os deuses abençoam.

Abençoado seja também seu ano de 2011. Mesa farta, saúde, alegria e amigos para compartilhar.

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