Filé com aspargos

Filé com aspargos

Domingão, comidão, cervejão, então…

Tenho que aproveitar para fazer algo que seja suficientemente gostoso para aproveitar o dia frio e chuvoso (finalmente).

É então que vem a calhar o vidro de aspargos em conserva parado na prateleira. É sempre bom ter esses curingas no armário.

Combinado com um filé mignon grelhado em azeite e manteiga, o aspargo recebeu o mesmo tratamento. Apenas foi flambado em rum para acentuar o sabor ácido com um toque levemente cítrico. Depois, bastou acrescentar a água da própria conserva e reduzir para formar uma calda de boa textura para molhar a carne.

De guarnição, arroz com curry, mas muito pouco, suficiente apenas para dar cor.

Claro, uma saliníssima de entrada e cerveja de trigo bem gelada para arrematar.

Tutu a mineira completo

Tutu a mineira completo

Ainda no rescaldo do friozinho que insiste em não ir embora, mais uma comidinha quente para companhar uma legítima mineira, a Sagarana. Ou seria o contrário ?

Como a ordem dos fatores não altera o produto, vamos a eles.

Levo ao forno médio as costelinhas de porco marinadas de véspera.

Coloco o feijão para cozinhar na pressão, o bastante para não ficar muito mole.

Lavo e fatio beeeem fininho a couve.

Também deixo picado alguns dentes de alho, uma cebola, uma pimenta dedo de moça, um pouco de bacon e o cheiro verde.

Acrescento também uma linguiça calabresa sem pele e cortada em rodelas.

Não faz parte da tradição, mas acrescento uma cenoura ralada pois acrescenta fibras e vitaminas.

Do feijão, já cozido, separo os grãos do caldo. Aqui o caldo transformaria o tutu em virado. Separado a tempo, rende um delicioso caldinho de feijão.

Numa panela wok (ou frigideira grande) começo a fritar a linguiça e o bacon. Nem é preciso acrescentar óleo pois a linguiça solta mais do que o próprio bacon.

Quando está quase no ponto acrescento o alho, depois a cebola e a pimenta.

Nesse ponto adiciono dois ovos mexidos.

Abro um espaço na panela e acrescento a couve picada. Jogo uma pitada de bicarbonato para não perder a cor.

Refogada a couve, acrescento a cenoura em seguida o feijão e finalmente a farinha de milho. Prefiro a flocada, a famosa biju, mas na falta vai a temperada mesmo.

Uma pitada de sal para arrematar, acrescento o cheiro verde e misturo tudo muito bem.

Servido com as costelinhas cuidadosamente arrumadas sobre o prato, acompanhado de arroz branco, salada e uma original gelada para arrematar.

A vaca foi pro brejo, e nós fomos atrás…

Vaca Atolada

Bate um friozinho e a melhor pedida é uma comidinha com mais “sustança”.

Encontrei uma bela peça de posta vermelha (coxão duro para os íntimos) e para variar do tradicional destino desta peça (bife-a-rolê/carne-de-panela), resolvi adaptar uma vaca atolada.

A receita tradicional deste prato mineiro é elaborada com costela com osso, mas a posta vermelha oferece um resultado menos gorduroso e tão saboroso quanto.

Outra excelente opção é usar a fraldinha tomando o cuidado de remover o excesso de gordura.

Com essa ideia, levei também um quilo de meio de mandioca previamente descascada, daquelas que se compra embaladas no supermercado. É muita mandioca, mas a chance de não cozinhar é tão grande que prefiro ter um pouco a mais para congelar do que faltar no preparo.

A primeira providência foi cozinhar a mandioca na pressão, em pequenos pedaços. Depois de pronta reservei, mantendo em água morna para não endurecer.

Em uma panela de pressão fritei bacon, alho, cebola e a carne cortada em cubos médios. Quando estava dourada acrescentei uma pimenta dedo de moça, um cubo de caldo de carne dissolvido em água morna, uma pitada de sal e salsa desidratada. Cobri com água morna e levei para fervura.

Para apreciar enquanto espero o tempo passar, uma dose de lua cheia para combinar com o clima mineiro.

Uns vinte minutos depois retirei a carne da pressão, acrescentei a mandioca cozida e a água dela até cobrir toda a mistura. Mantive a fervura por mais uns trinta minutos, agora com a panela aberta, até que a carne e a mandioca começaram a se dissolver.

Então foi conferir o tempero, acrescentar o cheiro verde e servir com arroz branco.

É comida quente, mas que pede um molho de pimenta e uma gelada para acompanhar.

Misturê de lombinho

misturê_de_lombinho

Finalmente, depois de muito tempo, suor e sofrimento, descobri para que serve academia.

Academia serve para nos fazer chegar em casa com muita sede… (cerveja gelada!) e fome (o que vier a gente traça!).

Mas por sorte a cerveja estava acondicionada em refrescantes  latinhas de bohemia, não aquelas produzidas em Lages/SC que são aguadas e sem sabor, mas daquelas que vem de Jaguariúna/SP.

Com a sede sob controle, resta combater a fome. Nessas horas em que a natureza pede proteína e calorias, nada melhor que um delicioso Misturê de Restô, ou seja, juntar tudo que encontrar pela frente e fazer um delicioso prato quente.

E o ingrediente principal que estava à mão era um pedaço de lombo assado que foi providencialmente desfiado.

Depois foi só dourar bacon, alho e finas pétalas de cebola  no azeite, acrescentar uma colher de manteiga e a carne desfiada.

Depois um pimentão americano e um tomate cortados em tirinhas e um salpicado de ervas desidratadas.

Para finalizar alguns cubos de queijo gorgonzola e meia dose de cachaça, flambados para fazer o queijo ceder.

Então, restou-me servir com fatias de pão e mais uma bohemia, que fazer isso deu uma sede …

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