Conchinhas gostosinhas

Conchiglione de peixe

Conchiglione é aquela pasta de grano duro importado em forma de conchas.

E conchas lembram naturalmente frutos do mar. Peixe, para ser mais preciso.

Com exceção de camarão, qualquer outro ingrediente seria difícil de ser encontrado e mesmo assim viria congelado, perdendo muito do sabor original.

Para o presente desafio escolhi tilápia, peixe de carne saborosa, acessível, fácil de encontrar e que aceita bem qualquer tempero.

Também reservei pimentões verdes, vermelhos e amarelos, cebola, cheiro verde, cenoura, queijo parmesão ralado grosso e ingredientes para o molho bechamel.

Evidentemente não podia faltar um bom vinho para acompanhar. Um branco bem gelado cairia muito bem, mas escolhi um pinot noir pois estava muito frio.

Vinho aberto, respirando, rego os filés de peixe com um pouco de limão e cachaça e deixo descansar pelo tempo que a massa demorar para cozinhar.

Encho a taça, cinco minutos.
Esvazio a taça, vinte minutos.

A massa ”al dente”, reservo numa travessa untada com azeite.

Escorro o peixe para eliminar a umidade.

Depois de lavados, fatio em tiras bem finas os pimentões a cenoura e a cebola. Pico também o alho e o cheiro verde.

Como os filés ainda estão muito úmidos, seco-os com papel toalha antes de salpicá-los com sal e pimenta do reino.

Numa frigideira aqueço um pouco de azeite e manteiga, coloco um ramo de alecrim para dar um cheirinho e douro os filés.

Algumas taças de vinho superadas a mão está firme o bastante para começar a parte mais delicada e trabalhosa.

Pré-aqueço o forno em temperatura mínima, preparando-o para receber o prato e também para deixar a cozinha quentinha.

Preencho as conchas com pedaços de filé, tiras de pimentão e cenoura que depois de recheadas voltam para a assadeira, devidamente acomodadas.

Desligo o forno e acomodo ali a assadeira.

Numa panela preparo o molho bechamel (manteiga, farinha de trigo e leite).

Na mesma frigideira em que dourei os filés, acrescento um pouco de azeite e manteiga e refogo a cebola, uns pedaços de pimentão que sobraram, uma pitada de sal.

Outra taça de vinho. Se fosse branco acrescentaria um tantinho dele no refogado, mas dessa vez fica sem. Vou ter que repetir isso numa noite quente de verão.

Refogado no ponto, acrescento o molho bechamel, salpico cheiro verde, mexo bem e derramo sobre os conchigliones. Salpico o queijo ralado e retorno ao forno para gratinar.

Encho a taça, cinco minutos.
Já é hora de abrir outra garrafa para respirar.
Esvazio a taça, vinte minutos.
Aquelas conchinhas não perdem por esperar.

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